segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Pedra do Ingá entra para o livro dos records brasileiro.

A Pedra do Ingá entra para o RankBrasil em 2013 como o Primeiro monumento arqueológico tombado como patrimônio nacional. O sítio arqueológico está numa área privada que foi doada ao Governo Federal e posteriormente tombada em 29 de Maio de 1944 pelo extinto Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN). O Record já foi homologado!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Programa Aventura Selvagem mostra as belezas de Ingá

Durante 4 dias o Aventureiro Richard Rasmussen e sua equipe estiveram gravando nas cidades de Ingá, Itatuba, Itabaiana e Mogeiro. A iniciativa foi das secretarias de turismo dessas 4 cidades que se uniram em um consórcio para divulgar os atrativos do Agreste Paraibano. A equipe do SBT contou com o total apoio da Secretaria de Turismo de Ingá, que além de ajudar na logística das gravações disponibilizou o Guia Dennis Mota para acompaha-los e guiá-los durante todo o trabalho. O programa foi ao ar no último domingo 13/10/2013 e foi muito elogiado. Parabéns as Secretarias de Turismo dessas cidades pela iniciativa. Confiram o programa na íntegra.

sábado, 7 de setembro de 2013

Reportagem da Tv TAM nas nuvens sobre a Pedra do Ingá

A Tv TAM nas nuvens da Empresa aérea TAM esteve gravando uma reportagem para ser exibida durante todo o mês de Setembro no vôos nacionais. O objetivo é divulgar as belezas da Paraíba. Confiram o Vídeo.

domingo, 1 de setembro de 2013

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Pedra do Ingá nos quadrinhos de Maurício de Souza

A Pedra do Ingá vira cenário de quadrinhos do famoso cartunista Maurício de Souza criador da Turma da Mônica. No próximo mês de novembro será lançado um graphic novel (Romance gráfico) protagonizado pelo personagem Piteco da Turma da Mônica e toda a trama acontece na Pedra do Ingá. Para quem não lembra o personagem foi criado em 1964 e é um típico Homo erectus solteirão e de bem com a vida, é um caçador e pescador, sua principal arma é uma clava, vive na aldeia de Lem e seu nome completo é Pithecanthropus Erectus da Silva (uma alusão ao antigo nome científico do Homem de Java, o nome científico atual é Homo erectus) Os extras do livro ainda contarão com a publicação de várias fotos do local de autoria do guia Dennis Mota.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Documentário O reino da Serra.

Há anos a Serra Velha é tida como um lugar místico e é objeto das mais variadas estórias e lendas. É muito comum ouvir os relatos de acontecimentos curiosos e sobrenaturais. O Reino da Serra é um brilhante documentário produzido pelo jornalista Itatubense Sinaldo Luna, inspirado justamente nos relatos dos moradores e nas estórias passadas de geração para geração. Confira!!!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Um encontro histórico

Recentemente houve um encontro histórico para o Ingá. No dia 07 de abril de 2013 o historiador Vanderley de Brito, autor do livro “A Pedra do Ingá: itacoatiaras na Paraíba”, que teve cinco edições publicadas (2007-2008-2010-2011-2012) se encontrou com o jornalista Gilvan de Brito, autor do livro “Viagem ao desconhecido: os segredos da Pedra do Ingá”, que teve três edições publicadas (1988-1989-1993). Muita gente pensa que eles são parentes, pelo fato de terem o mesmo sobrenome, mas não são, trata-se apenas de coincidência. O encontro destes estudiosos da Pedra do Ingá se deu na casa do jornalista, no bairro do Bessa, em Cabedelo e ambos conversaram bastante sobre suas respectivas pesquisas. Foi uma conversa amigável e descontraída, muito embora ambos são terminantemente discordantes sobre a autoria e objetivo das inscrições rupestres gravadas em baixo-relevo daquele famoso monumento rochoso do sítio Pedra Lavrada. Gilvan de Brito identifica indicativos astronômicos no conjunto nas inscrições do Ingá como as constelações de Grus e Peixe Astral, no painel superior, e no inferior Cão Maior e Orion, as quais considera indicar os ciclos propícios ao plantio. Também imagina, com base na cultura egípcia antiga, que este monumento lítico seria um possível santuário ou túmulo que estaria relacionado com a lendária Atlântica e as pirâmides de Quéops e Tiotihuacan. É opinião também do jornalista que ali estaria registrado um possível calendário lunar e fórmulas de viagens intergalácticas. Para Gilvan, no Ingá há formas silábicas e ideográficas, cuja leitura deve-se basear na multiplicação de cada pictograma pelo número de capsulares anexos a este. Já para o historiador Vanderley de Brito a Pedra do Ingá seria um lugar destinado a cultos religiosos e as inscrições representariam um possível código xamânico, usado por misantropos sacerdotes pré-históricos – talvez com o estado de consciência alterado - para práticas rituais apoiadas em uma mitologia que divinizava os fenômenos do mundo físico e cujos sinais representariam pontos de referência para recitação de hinos evocativos às forças da natureza. Em outras palavras, Vanderley acredita que ali estão registrados lembretes votivos para iniciados na arte da magia entoar cânticos mágicos, em coro uníssono, num sistema onde não se lê o texto, apenas associa cada figura com uma estrofe de uma oração. Não sabemos quem estaria com a razão, mas temos que concordar que ambos, jornalista e historiador, apresentam teorias muito interessantes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Chegou às livrarias a quinta edição do livro “A Pedra do Ingá: itacoatiaras da Paraíba”, do historiador Vanderley de Brito. Esta edição, além do estudo relacionando a Pedra do Ingá com a cultura ameríndia Itacoatiara e a desmistificação de crendices propagadas nos meios não-científicos, trás também novas e surpreendentes informações procedentes das últimas pesquisas deste historiador na região de Ingá e cercanias agrestes. A quinta edição do livro, agora mais compacto e encorpado, pode ser adquirido por solicitação através de e-mail, incluindo dedicatória nominal do autor.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ingá tem belezas que conquistarão você, portanto
aqui você é quem escolhe pra onde quer ir. Se você
gosta de aventura então você deve conhecer a serra
velha, se você é apaixonado pelo passado então aventure-se
nas trilhas que conduzem ao passado, conheça as pedras
de Ingá. Se a sua onda é cultura, então não deixe de
conhecer o labirinto de chã dos pereiras, um artesanato que
é produzido desde a chegada dos primeiros colonizadores do
Brasil.

Veja os roteiros a baixo e monte o seu!

Visita a lagoa pleistocênica e subida do cruzeiro de Pontina.
Distância: 15 km a partir do centro de Ingá.
Duração: 1 hora aproximadamente.
Nivel de dificuldade: Médio.
Objetivo: conhecer o lugar onde os animais da mega-fauna
Morriam, ou eram caçados, apreciar a vista do alto do cruzeiro
Com destaque para o planalto da Borborema.

Conhecer Labirinto de chã dos pereiras.
Distância: 15 km a partir do centro de Ingá.
Duração: 15 a 20 minutos.
Objetivo: conhecer essa expressão de artesanato popular tão rica
E tão escassa no nosso país, no distrito essa arte é passada de geração
Para geração, e se mantém viva desde a chegada dos colonizadores
Portugueses.

Trilha da ponte de ferro.
Distância: 6 km a pé.
Duração: 2 horas e meia.
Nível de dificuldade: fácil.
Objetivo: caminhada ecológica de 6 kms até a pedra de Ingá, passando
Pela ponte de ferro construída há 100 anos durante o ciclo do ouro branco.
A trilha passa também por possíveis indústrias líticas, ou possíveis acampamentos
De índios que viveram na região.

Visita a loja de artesanato.

Local: Pedra do Ingá e centro da cidade.

Trilha da Serra velha.

Distância do centro da cidade: 15 km.
Distância a percorrer: aproximadamente 4 km a pé.
Duração: Um dia inteiro. ( essa opção é feita para quem quer passar um dia inteiro)
Nivel de dificuldade: Difícil.
Objetivo: Essa trilha é para os aventureiros que não tem medo de altura e nem de caminhar
Por trilhas a mais de 600 metros, passando por paisagens únicas e deslumbrantes.
Além de conhecer os mistérios da serra velha o aventureiro vai redescobrir o passado e
Entrar nas grutas que serviram de abrigo para os cangaceiros e para o homem primitivo.

O que está esperando? Monte o seu roteiro e se aventure nos caminhos que conduzem ao
Passado.

domingo, 5 de junho de 2011



Vanderley de Brito*

Ingá é um gênero de árvores e arbustos da família das leguminosas que ocorre em todo o Brasil e cujos frutos capsulares se caracterizam por terem sementes embebidas numa massa carnosa e úmida (não raro comestível).
O gênero tem muitas espécies como o Ingá-Açu (Inga cinnamomea), nativa da Amazônia e de cujo fruto, o ingá, é muito apreciado; Ingá-cipó (Inga edulis), cujo fruto é comestível, porém não muito doce; Ingá-cururu (Inga fagifolia), muito dispersa na zona litorânea, e cujo fruto não é utilizável; Ingá-de-fogo (Inga velutina), de madeira dura e útil, e cujo fruto não é aproveitável; Ingá-doce (Inga affinis), de casca tanífera, e cujo fruto gera polpa doce e edule; Ingá-ferradura (Inga sessilis), cujo fruto é muito espesso e recurvado; Ingá-mirim (Inga marginata), de origem amazônica, cujo fruto tem polpa agradável e a madeira é utilizável em carpintaria e obras internas; Ingapeba (Inga ruiziana) da subfamília mimosácea, que habita a Amazônia; Ingá-verde (Inga virescens), de fruto sem valor alimentar e madeira pouco útil; Ingaxixi (Inga alba), árvore da Amazônia cujo fruto e madeira não têm préstimo; e Ingazeira (Inga capuchoi), que vive na região do rio Tapajós e também não tem qualquer utilidade.
Na Paraíba há uma cidade ribeira com topônimo Ingá, talvez porque no passado houvesse um grande ingazeiro na região e, destas espécies, creio que o ingazeiro tenha sido o Inga affinis, que é tipicamente característico de mata ciliar.
O historiador paraibano Coriolano de Medeiros, em seu Dicionário Corográfico, traduz o termo “Ingá” como “cheio d’água”, e esta tradução é a que mais se vê propagada como a real tradução do vocábulo. Contudo, o adjetivo “cheio” - que pode também ser entendido por repleto ou farto – na língua tupi é “abiru, apiru ou apu” e, portanto, com o conectivo “y”, que quer dizer água ou rio, o termo seria “yabiru”; “yapiru” ou “yapu”. E não “Ingá” como sugere o ilustre historiador sem mesmo indicar que critérios que utilizou para a tradução do termo “Ingá” para “cheio d’água”.
Todavia, levando em consideração que a língua tupi freqüentemente se utiliza de afixos pospostos ao radical, se tentarmos formar a palavra por essa regra o termo “cheio d’água” ficaria “y-bora” e não “ingá”. Pois “bora” é o sufixo tupi para dizer “o que contém, o que está cheio de”. Portanto, Ingá significar “cheio d’água” está em total desacordo com os critério lingüísticos do tupi.
Já o emérito historiador paraibano Horácio de Almeida, define “Ingá” como “o que é intumescido”, de “y-igá”, que seria alusivo à polpa do fruto. Entretanto, a palavra tupi que define “intumescido, hidrópico ou aquoso” é “pungá”, que também quer dizer inchado, estufado, podre. Concordo que na língua tupi, por questões eufônicas, algumas palavras ao seguirem outras mudam o fonema inicial, mas o “p” normalmente passa para “mb”, como por exemplo o termo “pó”, que quer dizer “mão”, para dizer mão de mulher (cunhã) muda para “cunhãmbó”. Então não vejo como “pungá” mudaria para “ingá”. Até porque se fosse receber a redundância “y” (pois o termo pungá já é aquoso por si só) de acordo com a regra ficaria “y-mbungá” e não “y-igá” como queria Horácio de Almeida.
A propósito, a partir do século XVIII o termo tupi “pungá” passou a ser utilizado referenciando “pulmão” (talvez já fosse um pronome alusivo ao órgão, que é caracteristicamente inchado, estufado) e o termo entre os tupi mais usual para definir “embebido ou empapado” era o adjetivo “ruru”. Que, diga-se de passagem, não tem nada em comum com o vocábulo “ingá”.
Como se pode perceber, ambos os historiadores que se preocuparam em traduzir o vocábulo “ingá” tiveram por parâmetro a alusão adjetiva ao fruto da ingazeira, se utilizando da aglutinação de sufixos para encontrar um termo que se aproximasse ao vocábulo e que fizesse referência a consistência aquosa do legume em questão. No entanto, os historiadores não atentaram para o fato de que a língua indígena não é tão pobre assim. Pois o tupi tem o substantivo “aputuuma” para definir “miolo ou polpa”, também tem o termo genérico “ypuera” para definir “caldo, sumo ou suco” e ainda dispõe do termo “akyma” para definir “molhado”. Portanto, não seria necessário aos falantes da língua tupi o uso complicado e impreciso dos vocábulos sugeridos pelos historiadores paraibanos para fazer referência ao fruto da ingazeira.
Curioso é que na língua tupi há vocábulos bem semelhantes à “Ingá”, como o termo “inguá ou unguá” que quer dizer “pilão, almofariz” e também tem o verbo “apalpar” que traduz “ungá ou sungá”. Termos que certamente não foram usados como possíveis traduções porque não justificariam os adjetivos do fruto ingá.
Como se vê, não ocorreu a estes tradutores o fato de que, necessariamente, o termo “ingá” ou sua variante “angá” não queira aludir à condição hidrópica do fruto, mas sim um substantivo próprio.
Pois bem, a incumbência de dar nome às coisas não foi prerrogativa única de Adão, como sugere o Velho Testamento. Todas as línguas têm ou tiveram seus substantivos, e na língua tupi o termo que define o fruto aquoso da ingazeira - ou ingaíba como o tupi nomeia a árvore - é ingá, independente de seus adjetivos. A propósito, o termo é tão indicador específico do fruto que as árvores Pithecolobium da família das leguminosas cujos frutos se parecem com o ingá, a exemplo da marizeira (Geoffraea superba), são denominadas de “ingarana”, que quer dizer “pseudo-ingá”.
Portanto, o vocábulo “ingá” é indubitavelmente um substantivo tupi comum aos frutos de todas as vagens das espécies leguminosas do gênero Ingá. Ou seja, “ingá” simplesmente quer dizer “ingá”. O fruto do ingazeiro.


*Historiador, membro da Sociedade Paraibana de Arqueologia.

domingo, 8 de maio de 2011

No último dia 4 de Maio a Pedra do Ingá ficou submersa pelas
águas do rio Ingá. Em decorrência das fortes chuvas o sítio
arqueológico desapareceu por algumas horas, voltando a aparecer
com a diminuição do volume das águas. Essas cheias não prejudicam
as inscrições, pois cheias como essas são comuns e têm se repetido
milhares de vezes nos últimos 5.000 anos, idade aproximada dos
registros rupestres. Os eventuais danos que possam ocorrer são
oriundos do material trazido pelas águas, como por exemplo, madeira,
lixo e pedras. Após a água baixar foi feita algumas avaliações e se
constatou que as inscrições continuam intactas.

Assista o vídeo abaixo:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Por: Vanderley de Brito

O sítio arqueológico Pedra do Ingá é um conjunto rochoso no interior do estado da Paraíba (no Nordeste do Brasil) repleto de intrigantes inscrições rupestres, extraordinariamente complexas, produzidas em baixo-relevo extensamente ao longo de um paredão rochoso de 46m de comprimento por 3,8m de altura, que se eleva sobre um lajedo do riacho Bacamarte, no município de Ingá.
As inscrições, que ocupam 15m de extensão por 2,3m de altura no paredão, apresentam-se esmeras, com diversos sinais ambíguos, compondo um surpreendente sistema de signos que foram gravados num passado ignoto através de sulcos largos, profundos e muito bem polidos.
Naturalmente, muito se conjectura sobre a origem destas intrigantes gravuras, que são atribuídas a finalidades e artífices diversos; desde antigas etnias indígenas até povos vindos de outras longitudes continentais ou alienígenas vindos do firmamento sideral. O certo é que até o presente não existe um prognóstico definitivo sobre este instigante mistério do passado.
Este célebre sítio arqueológico dista apenas 87km da capital paraibana, e todo o percurso é feito por rodovias asfaltadas. Partindo de João Pessoa, através da BR 230, na altura do km 118 se toma uma estrada estadual à esquerda (PB 095), cuja sinalização aponta como via de acesso para a cidade de Ingá que está a 5,5km dali. A cidade de Ingá é um pequeno núcleo urbano, com cerca de 17mil habitantes, que ainda exibe inúmeros registros arquitetônicos de sua história. Cruzando a cidadezinha, o visitante toma a estrada de acesso ao município de Itabaiana, também asfaltada, dirigindo-se para leste por mais 3km até onde, logo após o cruzamento da malha ferroviária, a estrada bifurca; dali, segue a via à direita por mais 2,5km até encerrar a estrada, chegando à localidade de Pedra Lavrada, cujo nome vem de longas datas e se deve às inscrições da Pedra do Ingá. Na localidade há um bar-restaurante, onde o visitante poderá se alimentar, descansar, comprar lembranças e livros sobre a Pedra e também há um museu, onde também poderá ver inúmeras outras relíquias do passado pré-histórico da região.
A Pedra do Ingá está a apenas 50m nos fundos desta estrutura, onde o visitante poderá se maravilhar e refletir com o mais famoso, vivaz e magnificente monumento de arte pré-histórica do Brasil, cuja imponência harmoniosa e expressiva é tamanha que se o historiador grego Heródoto o tivesse visto, sem dúvidas, o teria incluído entre as Maravilhas do Mundo Antigo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ingá, o melhor do agreste está aqui!



A cidade de Ingá está localizada a aproximadamente 95,6 km da cidade de João Pessoa. É uma cidade tranquila de gente amiga e hospitaleira, que abriga um dos maiores enigmas da humanidade.
A pedra do Ingá, o sítio arqueológico mais famoso do mundo.Mas, o que está pedra tem de tão interessante? Quem foi o autor destes curiosos símbolos? Como explicar a semelhança gráfica entre Ingá e a ilha de páscoa?
Embarque numa viagem ao passado e ajude-nos a decifrar o enigma da pedra.

Ingá, the best of agreste is right here!

Ingá city is located 95,6 km far from the capital João Pessoa. It is a calm city with a friendly folk, wich hides one of the world´s biggest enigmas of the humanity.
The Ingá Stones, the most famous archeological site in the world. But,how to explain those inscriptions? Who made it? How to explain the similarity with the pascoa island inscriptions?
Come to Ingá and help us to discover the enigma of the stone.

Ecoturismo na Serra Velha.


Quem acha que os atrativos do Ingá se resumem à beleza e aos mistérios da pedra, ainda não conhece a Serra Velha. Venha se aventurar nas trilhas que conduzem ao passado e desfrute de uma paisagem única,do alto de seus 655 metros a vista é um deleite para os olhos. Conheça suas lendas, seu povo e percorra o caminho das pedras.

Eco-tourism in the old mountain.

If you think that the Ingá stone is the only attractive that Ingá has to offer, you don´t know the Old Mountain yet. The wonderful landscape will conquer you. From the top of its 655 meters you have a wonderful view. Come and know its legends, walk through the rock ways.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Itacoatiaras da Paraíba

Thomas Bruno Oliveira*

Um dos testemunhos mais profusos da existência humana no território que compreende o atual estado da Paraíba são as inscrições gravadas nos rochedos, denominadas pela ciência arqueológica de gravuras rupestres ou de itacoatiaras (do tupi: ita = pedra, kwatia = riscada). São registros realizados em formações rochosas que segundo Luciano Jacques de Morais (1924): “Em diversos pontos do Brasil têm sido assignaladas, em quasi todos os Estados, figurações rupestres(...) nas superfícies de rochedos e paredes de cavernas.” Afirmação confirmada pelas pesquisas em andamento no país.


Em nosso estado, este tipo de testemunho foi, ao longo dos tempos, descrito por estudiosos e ensaístas que se embrenharam pelos sertões, dando valorosas contribuições para a arqueologia. Cabe-nos destacar, dentre outras, as pesquisas de Louis Jacques Brunet (1853), Luciano Jacques de Moraes (1924), José de Azevedo Dantas (década de 1920), Pe. Luiz Santiago (década de 1930), Luiz Galdino (à partir da década de 1970) e Ruth Trindade de Almeida, que na década de 1970 compilou suas pesquisas no livro ‘A Arte Rupestre nos Cariris Velhos’ (1979), mencionando não só as gravuras como também diversos sítios arqueológicos de pinturas rupestres desta mesorregião do Estado.

No entanto, dois trabalhos acerca da temática têm chamado a atenção pela sua contribuição à metodologia arqueológica. São os livros ‘Ocorrências de Itacoatiaras na Paraíba’(2007) do arqueólogo Juvandi Santos e ‘A Pedra do Ingá: Itacoatiaras na Paraíba’(2ªed. 2008) do historiador e Presidente da Sociedade Paraibana de Arqueologia Vanderley de Brito.

Juvandi objetiva “...mostrar a existência de sítios arqueológicos em todo o estado da Paraíba”, elencando sítios representativos de cada mesorregião, dando início a uma sistematização identitária das gravuras à partir do aporte geográfico. Já Vanderley faz um interessante estudo inserindo a Pedra do Ingá em uma estrutura, pondo-a em paralelo com outros 24 sítios de gravuras rupestres na Paraíba, despindo-a de todas as teorias fantasiosas que se apropriaram da opulência da Itacoatiara do Ingá para corroborar com as excêntricas teorias anti-científicas. Com isso, além de provar que as inscrições são obras de paleoíndios, Brito acaba por discernir sobre as técnicas destes vestígios, inaugurando uma metodologia que vem sendo empregada nas novas pesquisas sobre gravuras.

Estes dois trabalhos são de grande importância para os estudos arqueológicos da Paraíba, sobretudo pelo seu caráter conclusivo, formulando teorias sobre a feitura e execução destes registros, contrariando outros trabalhos que se debruçam no cômodo lugar do simples descrever. Com isso, Brito e Santos inauguram o seleto grupo de teóricos da arqueologia da Paraíba, sobretudo das itacoatiaras paraibanas.



*Diretor da Sociedade Paraibana de Arqueologia